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A linha de chegada para as Gerações X e Y está mais longe

Choque de gerações é realidade em grandes empresas

O fator idade não é parâmetro para atestar a competência ou a falta dela. E isso vale para qualquer profissional no mercado de trabalho.

Aos que imaginam já estar chegando ao fim do seu ciclo produtivo ou se acham muito jovens para assumir certas responsabilidades, o cenário atual das empresas mostra que o choque de gerações pode render bons frutos para quem sabe administrar o potencial de todas as faixas etárias.

Formar um time multigeracional é um belo incentivo para que os profissionais não se acomodem e para que permaneçam de olhos bem abertos para as inovações.

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Choque entre titãs 

A diversidade da força de trabalho é uma circunstância cada vez mais presente nas empresas, que hoje empregam profissionais de até 4 gerações diferentes — baby boomers, X, Y e Z.

Mas como será o gerenciamento de realidades tão distintas no mesmo ambiente? Afinal, todas elas têm o seu próprio perfil, objetivos e necessidades.

Os desafios, certamente, são muitos. Porém, essa mistura de idades, e sobretudo de visões, pode gerar grandes benefícios se os empregadores souberem coordenar essas divergências e aproveitar o potencial máximo de cada uma delas.

As pessoas da geração X, por exemplo, que engloba os nascidos entre 1965 e 1980, atualmente, encontram-se no ápice de suas carreiras. Contudo, seu avanço ainda é travado pelos baby boomers, que vêm estendendo sua permanência no mercado de trabalho por mais tempo que os seus antecessores.

Por outro lado, essa pessoas que já carregam uma boa bagagem estão dividindo o mesmo espaço com os jovens que cresceram em mundo digital, em que a tecnologia domina os processos produtivos de qualquer tipo de empreendimento. Eles também têm valores a agregar.

A verdade é que não existe uma geração melhor que outra e, sabendo equilibrar essas forças no ambiente interno, as organizações podem obter muitas vantagens e aproveitar boas oportunidades de negócio.

Se considerarmos o perfil do consumidor moderno, os profissionais da geração Z estão mais alinhados com essa perspectiva. Esse público é formado por pessoas bem informadas, que aderiram à era digital, além de buscar facilidades e experiências positivas em cada etapa da sua jornada de compra.

O segredo para que essa interação seja bem-sucedida é contar com profissionais com mentalidade aberta e flexíveis. Isso, obviamente, é mais complexo para quem já está há muitos anos no mercado.

De acordo com o Harver, a perspectiva é que, até 2025, 99,3% da força de trabalho nos Estados Unidos será composta por baby boomers, geração X, geração Y e geração Z.

Dessa forma, nada melhor do que mostrar competência em determinado assunto com resultados positivos. Essa, provavelmente, é a postura que a maioria dos empreendimentos têm adotado para superar tais adversidades.

Diferença entre gerações é oportunidade para crescer

A diversidade de abordagem entre as gerações existe e é bastante clara, mas isso não deve ser encarado como algo negativo. Ao contrário, esses elementos devem ser usados para construir novos conceitos, gerando valor ao negócio.

Conviver entre várias faixas etárias, normalmente, enseja uma falta de compreensão mútua. Isto é, normalmente, membros de uma mesma equipe com idades diferentes têm dificuldades de se comunicar e colaborar de maneira eficaz. 

O fato de gerações tão distintas trabalharem em conjunto ou, pelo menos, no mesmo ambiente, pode ser um problema significativo e que causa uma divisão entre os funcionários.

Assim, para evitar desgastes e saber identificar as melhores oportunidades, é importante conhecer quem são essas pessoas e quais habilidades elas têm a oferecer. Os quatro maiores grupos de gerações são:

  • baby boomers (1943 a 1965): eles trabalham duro, tiveram que lutar pela conquista de direitos, são extremamente competitivos e não gostam de abrir mão de suas vantagens. Uma classe mais conservadora;
  • geração X (1965 a 1980): são independentes, sabem equilibrar a vida pessoal com a profissional, lidam bem com as tecnologias, mas apresentam dificuldades de se comunicar;
  • geração Y ou millennials (1980 a 1996): grupo mais instruído, motivado e empreendedor. São verdadeiros nativos digitais e, talvez por isso, sejam menos engajados com o local de trabalho;
  • geração Z (1997 a 2010): a geração mais jovem é considerada a mais experiente com as inovações tecnológicas. Eles cresceram em um mundo sem fios. São bastante participativos, excelentes em trabalhar em modo multitarefa, mas facilmente distraídos.

Nesse contexto, a dinamicidade do mercado já fez alguns dos grandes executivos baby boomers enxergarem os millennials como a fonte para detectar novas tendências e sair à frente dos seus adversários.

O profissional moderno está aí para mostrar que flexibilidade e transparência não são sinais de fraqueza, tampouco de baixa produtividade.

Ao valorizar esses aspectos, é possível criar empresas mais enxutas, ágeis e adaptáveis às expectativas do público. Hoje, a qualidade da entrega está acima de qualquer modelo rígido de trabalho ou da idade do profissional.

Segundo artigo publicado pelo site Tech Republic, um dos preconceitos mais comuns no mercado de trabalho é o de que os idosos não se sentem muito à vontade com a tecnologia. No entanto, uma pesquisa recente revela que pessoas com mais de 55 anos são menos propensas a achar que o uso de tecnologia no local de trabalho é estressante — ao contrário dos seus colegas mais jovens.

Mentorar uma pessoa mais nova é caminho para desenvolvimento mútuo

O incentivo a relações de mentoria consiste em uma das ações mais inteligentes para solucionar o problema de choque de gerações dentro de uma companhia. Quando dedicamos tempo para entender o outro, quais são as suas motivações e perspectivas de trabalho, via de regra, também agregamos conhecimento a nós mesmos.

Por mais experiente e qualificado que seja o profissional, ele sempre terá algo novo para assimilar novidades — mentores também moldam e estruturam suas carreiras a partir do que aprenderam com os seus pupilos.

A boa notícia é que profissionais mais jovens valorizam bastante os treinamentos e instruções. Portanto, investir nesses talentos e integrá-los ao processo de mentoria é uma excelente oportunidade para desenvolver uma cultura sólida para o empreendimento.

Como mencionado, cada geração tem qualidades próprias e um trabalho em equipe bem conduzido pode elevar a performance do negócio a outro patamar.

Embora haja diversidade de pensamentos, know-how e vivências, as gerações mais novas têm muito a aprender sobre a rotina institucional com as mais antigas. Essas, por sua vez, também vão se beneficiar da proficiência digital e visão moderna de mercado com os seus futuros sucessores.

Quando falamos em inclusão no cenário empresarial, não nos referimos apenas às questões de gênero e de raça, que são bastante debatidas nos dias atuais, mas também da reprovação dos estereótipos etários.

Não existe uma geração mais esperta que outra — ou menos preguiçosa. Mas sim, indivíduos que cresceram e se formaram em diferentes conjunturas. Em tais casos, a mentoria funciona como uma arma poderosa para esse amadurecimento.

Um belo exemplo disso é que, embora os baby boomers estejam dispostos a usar a tecnologia para fins de produtividade, quando o assunto é a comunicação interna, existe uma preferência pelos diálogos feitos pessoalmente ou por telefone.

Por outro lado, as gerações mais jovens priorizam as interações digitais por e-mail e mensagens instantâneas. Então, apesar dos estilos diferentes, a sabedoria dos gestores é capaz de intermediar uma evolução para ambas as partes.

Cruzar a linha de chegada é um ilusão 

Solucionar o problema do choque de gerações e alinhá-las em prol de objetivos comuns significa uma grande vitória para os negócios de um modo geral. Todavia, isso não representa a linha de chegada para nenhum deles.

Da mesma maneira que o mercado está em processo de evolução contínua, garantir a atualização dos seus talentos é uma peça-chave para que as organizações consigam acompanhar todos esses ciclos.

Por isso, continuar investindo em uma rede de colaboradores multigeracional é uma forma de se preparar para o que pode vir no futuro. Até porque, com o tempo, a força de trabalho mais jovem, que já compõe o time, assumirá os postos de liderança e novos profissionais serão recrutados.

O mundo empresarial é bastante dinâmico. Acreditar que, em algum momento, as divergências entre pessoas de épocas distintas vai chegar ao fim é uma ilusão que pode colocar em risco a sobrevivência do seu negócio. Nada é bom o suficiente que não possa ser aprimorado. Com a modernização dos anseios sociais, as empresas precisam se adaptar para não serem engolidas pela concorrência.

Além do mais, estabelecer práticas de retenção de talentos é uma medida importante para evitar a alta rotatividade de funcionários e a consequente assunção de cargos importantes por pessoas despreparadas. Isso é bastante dispendioso e pode afetar a credibilidade da empresa.

Embora lidar com o choque de gerações no ambiente corporativo seja uma missão desafiadora tanto para líderes quanto para funcionários, essa mistura traz, sem dúvidas, uma forte vantagem competitiva para as empresas que pretendem alcançar um melhor posicionamento no mercado.

Ao investir em talentos diversificados e fazer com que eles trabalhem em harmonia, o domínio sobre vários aspectos essenciais da sua atividade é ampliado. O resultado disso é a otimização de desempenho e de lucratividade.

A comunicação interna é um dos fatores primordiais para o sucesso de qualquer empreendimento e os líderes precisam estar a par disso. Somente com o aprendizado constante, a liderança consegue fazer a diferença para toda empresa.

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