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Por que a promessa das criptomoedas de mudar a forma como fazemos negócios ainda não se concretizou

Criptomedas prometerem novas formas de negócios

Quando falamos sobre as mudanças sofridas no mercado, é fundamental se lembrar de que não tratamos apenas dos hábitos de consumo, mas sim da forma com que as relações e trocas são feitas no mercado.

A indústria 4.0, considerada a quarta revolução industrial, veio para mostrar como a tecnologia pode auxiliar na automação, troca de dados e sistemas diferenciados, como ciberfísicos, computação em nuvem e até internet das coisas.

Esse movimento tecnológico nos trouxe as criptomoedas. Somente entendê-las e visualizar todo o seu potencial permite que empresas dos mais diversos segmentos consigam se adequar e estudar a possibilidade de investir nessa nova alternativa para realmente mudar a forma como fazemos negócios.

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Blockchain: a tecnologia com a capacidade de mudar o mundo

O protocolo da confiança, também conhecido como blockchain, é uma tecnologia que prometeu mudar o mundo e a maneira de fazer negócio. Essa tecnologia de registro distribuído busca descentralizar como medida de segurança.

Como? Funcionando como um grande livro-razão, de forma pública, universal e compartilhada, criando confiança e consenso na comunicação envolvendo as duas partes, sem que seja necessário intermédio de terceiros.

A ideia do blockchain é ser uma base de dados distribuída capaz de guardar registros de transações de forma permanente sem que aconteçam violações, com transações individuais e em blocos.

Ele é enxergado, inclusive, como uma inovação tecnológica que promete transformar as transações em bitcoin em compra e venda muito mais seguras, visto que será a prova de todas as transações acontecidas na rede. Essa segurança proveniente da sua função e da estrutura tecnológica do blockchain estimulará, por exemplo, o surgimento de outras criptomoedas e de bancos de dados distribuídos, uma vez que agora existe uma tecnologia capaz de garantir a segurança e a tranquilidade de ambas as partes.

O início da promessa das criptomoedas

O tema “criptomoedas” começou a chegar ao conhecimento de diversas pessoas por volta de 2009. Na época, tudo o que envolvia as moedas digitais parecia muito complexo e distante da realidade da população, o que não foi suficiente para despertar o interesse genuíno da maioria.

Agora, dez anos após esse primeiro contato, o mercado está crescendo e ganhando cada vez mais adeptos. Por um lado, temos empresas criando suas próprias criptomoedas. Do outro, temos pessoas interessadas em realizar esse investimento, visto que muitas empresas defendem um rendimento muito interessante para aqueles que investem nesses recursos.

Um dos problemas enfrentados pelas criptomoedas são as promessas de crescimento acelerado, fácil e simples. Muitos especialistas financeiros, ao encontrarem afirmações problemáticas sobre o retorno que esse tipo de investimento pode dar, declararam que os clientes precisam ficar de olho e evitarem possíveis tentativas de golpe, uma vez que é impossível que os ganhos sejam tão altos, constantes e garantidos como o que está sendo vendido.

O desenvolvimento da bolha econômica

As criptomoedas viraram febre no Brasil e no mundo por volta de 2017. Essa busca constante pela moeda virtual aconteceu porque muitas pessoas acreditaram que ela seria o “ouro digital” tão esperado, sendo capaz de oferecer uma rentabilidade excelente para seus investidores, superando todos os investimentos tradicionais existentes até então.

Apesar de terem tantos profissionais criticando as moedas, existem grupos de otimistas que acreditam que esse modelo é válido e que realmente pode trazer vários benefícios para os seus investidores. Essas pessoas também acreditam que a moeda será capaz de trazer um grande impacto para a sociedade, principalmente devido aos novos hábitos de consumo, que englobam o uso da internet para realizar compras e transações financeiras de vários tipos.

A adesão das empresas às criptomoedas

Algumas empresas se mostram mais abertas às criptomoedas na medida em que o tempo passa. 

Um grande exemplo é o Facebook, que criou sua própria criptomoeda chamada Libra, baseada em uma “nova e não comprovada tecnologia”, acrescentando que o ambiente jurídico no que se refere às criptomoedas é incerto e em “evolução”.

O Facebook ainda pontuou que, justamente por isso, a moeda poderia ter sua liberação atrasada ou até mesmo bloqueada.

Apesar de querer inserir a Libra, sua criptomoeda, o Facebook também está enfrentando alguns desafios: tanto os políticos quanto os banqueiros acreditam que não é seguro que a plataforma, que tem um histórico de privacidade muito criticado, lance uma moeda privada que alcançará bilhões de pessoas.

O que impede muitas empresas de seguirem nessa ideia, no entanto, são os trâmites legais para conseguir a aprovação de órgãos reguladores. Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, revelou que irá gastar o tempo necessário para que Libra seja aprovada e ele consiga colocar a nova criptomoeda no mercado.

Dificuldades com regulações

A regulamentação está sendo um dos maiores desafios das empresas. No entanto, conseguimos ver algumas mudanças e alguns detalhes que poderão acelerar esse processo.

Do ponto de vista fiscal, é preciso que várias coisas sejam definidas para garantir a segurança e o cumprimento das obrigatoriedades fiscais e contábeis por parte de empresas e investidores em criptomoedas.

Os relatórios para fins fiscais foram iniciativas que ajudaram a mudar e melhorar a forma com que essas moedas serão regulamentadas.

Apesar de o blockchain ter vindo para garantir a segurança e eficiência das transações realizadas com criptomoedas, algumas pessoas já conseguiram fraudar o sistema, e infelizmente algumas ações ilegais ou incorretas acontecem.

É necessário que seja estabelecido um sistema completamente seguro e blindado para evitar que esse tipo de problema se repita constantemente.

A regulamentação, a curto prazo, pode ajudar a suprimir os valores comerciais da moeda. Mas, quando pensamos a longo prazo, é preciso que sejam adotadas leis eficientes que sejam capazes de estabilizar o mercado e tornar o investimento em bitcoin, por exemplo, algo muito mais seguro.

Como está a regulamentação atualmente?

Nesse momento, os responsáveis por reguladores estão focados em duas áreas específicas: os relatórios de tributação e as ofertas iniciais de moedas (ICOs).

Os relatórios de tributação são importantes, pois é sabido que ganhos de capital em criptografia são subnotificados em grande parte dos países, e existe uma estimativa de que pelo menos 59% das pessoas que ganham ou ganharam dinheiro com criptomoedas não relatam seus lucros nos EUA.

Para as autoridades tributárias, como IRS, esse é um dos detalhes de maior preocupação e, por isso já começaram a agir e mudar essa abordagem. O IRS já coletou cerca de 14.000 registros de atividades de usuários da conta Coinbase, a carteira criptográfica mais popular atualmente. Isso significa que o IRS já está conseguindo analisar os ganhos das pessoas que negociaram em criptomoedas.

Dessa forma, se você obtiver lucros nos mercados de criptografia, poderá (e deverá) declarar esses ganhos antes que o IRS os declare através de suas análises.

A outra área de preocupação para onde esforços também estão sendo feitos é o ICO, ofertas iniciais da moeda, que é quando novas criptomoedas começam a ser tratadas como valores mobiliários. A necessidade é fazer com que elas estejam sob os regulamentos de títulos, para que os trâmites fiquem mais claros, transparentes e seguros para os investidores.

Essas preocupações e outros investimentos em regulamentação que estão acontecendo agora parecem uma corrida contra o tempo, em que os órgãos e pessoas responsáveis estão correndo atrás do “tempo perdido” para conseguir regulamentar tudo o que é necessário e abrir as portas para essa nova modalidade de investimento de forma segura e eficiente.

Perspectivas de futuro das criptomoedas

A indústria 4.0 nos trouxe automações, tecnologias diferenciadas e uma necessidade imensa de tornar os processos muito mais simples, rápidos, fáceis e seguros.

Com essa mudança, veio também a necessidade de descentralizar. Notamos o surgimento de bancos digitais, plataformas de pagamentos online, aplicativos de bancos, seguros e funcionais, e outros detalhes que certamente influenciam nas relações de compra e venda atuais, nos quatro cantos do mundo.

As criptomoedas também surgiram dessa necessidade, e sua regulamentação tem o potencial de transformar o mercado em um espaço muito mais seguro.

Claro que, mesmo com a regulamentação, ainda será um investimento arriscado. No entanto, com proteções para seus investidores, a probabilidade de enfrentar manipulação externa é bem menor, o que as torna um investimento interessante.

A educação financeira está sendo uma das pautas que teve seus níveis de busca elevados, principalmente devido aos tempos de crise no Brasil. Esse interesse pela organização e prosperidade das finanças abre as portas para o surgimento de novos investidores, e os mais ousados poderão optar pelas criptomoedas.

Sem dúvidas, as criptomoedas vieram para transformar o mercado e a nossa forma de fazer negócios. Por ser uma forma de investir muito diferente do usual, ela ainda gera alguns incômodos e tem detalhes que precisam ser regulamentados para garantir a segurança não só das empresas, como também dos investidores.

A passos lentos, as particularidades mais importantes são revistas e regulamentadas, para que parem de existir fraudes durante todo o processo de investimento.

A expectativa é de que, ao regulamentar todo o processo de criptomoedas, os investidores consigam aproveitar esse mercado de renda variável da melhor forma possível, aumentando seus investimentos e conquistando rentabilidades cada vez mais atrativas.

Quer aprender ainda mais sobre o uso da tecnologia no setor financeiro? Confira o artigo Machine Learning e suas aplicações: a lógica por trás dos robôs de investimento.

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