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O poder da empatia: descubra como transformar o seu time de marketing

o poder da empatia

No ambiente corporativo, vez ou outra você se depara com algum problema e, ao pensar em formas de resolvê-lo, vê que não pode simplesmente agir por si só, afinal, ali existem relações interpessoais que devem ser preservadas: com os colegas, líderes, subordinados e com os clientes.

Atualmente, o mercado de trabalho exige dos profissionais uma série de competências para saber lidar com situações difíceis e resolvê-las da melhor forma possível. Uma delas é a empatia, um conceito amplamente difundido e valorizado não somente no mundo corporativo, mas em qualquer relacionamento.

Mas qual a real importância da empatia no ambiente de trabalho? E como colocar em prática esse conceito e por que você precisa trabalhá-lo no seu time de marketing? Responderemos ao longo deste post, então continue com a gente!

Afinal, o que é a empatia?

A palavra tem origem do termo grego Empatheia e significa, conceitualmente, “estar dentro do sentimento alheio”.

Na prática, empatia se refere à capacidade que uma pessoa tem de se colocar no lugar de outra e entender o que ela está passando. Ao contrário da simpatia, que é espontânea, a empatia precisa ser desenvolvida.

Desenvolver bem a empatia permite construir relações mais saudáveis, tanto no âmbito pessoal, quanto profissional.

Qual a importância da empatia no ambiente de trabalho?

As relações no trabalho têm diversas consequências, podendo estas serem positivas ou negativas e impactar uma pessoa individualmente, um grupo ou a organização como um todo.

Por isso, insistir na cultura da construção de bons relacionamentos — seja com colegas, subordinados ou líderes — ajuda a estimular o desenvolvimento de habilidades da sua equipe, assim como contribui para a retenção de talentos.

Uma das premissas para que um trabalho corporativo dê resultados positivos é a coesão entre as ideias e objetivos, afinal, se cada membro tiver um foco, provavelmente o resultado final não será o esperado.

Nesse sentido, é essencial aprender a ouvir e entender exatamente aquilo que o outro deseja transmitir, criando uma relação de confiança e colaboração, contribuindo para a união da equipe, a melhora do clima organizacional e, consequentemente, o aumento da produtividade.

Na relação com o cliente, a empatia é igualmente benéfica, afinal, permite entender as dores, intenções, desejos, medos, dificuldades e objeções, além de criar uma proximidade e aumentar a confiança dele em você e na empresa.

A empatia está presente em gestos que vão dos mais simples, como olhar no olho enquanto conversa ou segurar a porta do elevador, mas pode ser percebida em situações mais complexas, como na hora de dar um feedback a um colega ou subordinado.

O pesquisador David Deming, da Universidade de Harvard, afirma que “colocar-se sob a perspectiva dos outros e trabalhar em equipe são habilidades-chave no mercado de trabalho do futuro”.

Como colocá-la em prática?

O desenvolvimento da empatia exige, como requisito, o autoconhecimento, afinal, é necessário conhecer as próprias emoções e entendê-las antes de tentar entender os sentimentos do outro, concorda?

Para já começarmos a praticar a empatia desde agora, vamos dar dois exemplos:

a) como agir em cargos de liderança — observe seus subordinados e tente entender quais são os desafios que eles enfrentam no dia a dia: pode ser um gargalo operacional, alguma limitação, falta de autonomia, etc;

b) como sua equipe pode agir — analisar e procurar reconhecer quais são as responsabilidade exigidas de um gestor, como é a pressão relacionada à tomada de decisão, entre outros aspectos do cargo.

Viu só como não é difícil se imaginar no lugar do outro?

Agora que você já sabe a importância da empatia e já viu esses dois exemplos, é necessário lembrar também que ela é um exercício constante, ou seja, precisa ser desenvolvida, aprimorada e praticada.

Acompanhe as dicas que preparamos:

Livre-se de pré-julgamentos

A eliminação de preconceitos é fundamental no exercício da empatia. Os estereótipos e pré-julgamentos são inimigos mortais aqui. Se você vai ouvir o outro, perceba-o em sua totalidade, procure entender suas necessidades e, de uma certa forma, conectar-se à realidade dele.

Assim, provavelmente você verá que, dentro do seu próprio contexto, as pessoas não têm intenção de serem teimosas, desagradáveis ou antipáticas como pode parecer. Essa é apenas a forma de elas reagirem à situação baseadas na vivência que têm. Tentar enxergar por meio da visão delas é uma ótima forma de entender alguns comportamentos.

Ouça

Essa é uma das máximas para se praticar a empatia, afinal, sem ouvir o outro, é impossível saber o que ele está sentindo, pensando ou vivendo para, então, tentar se colocar no lugar e ajudá-lo, certo? Portanto, ouça sempre.

Utilize a mesma linguagem do outro

Aqui, o mais importante é a intenção, a ideia por trás das palavras que estão sendo ditas, porém, para que haja total compreensão daquilo que se deseja transmitir, a melhor forma é aprender a falar a língua daquele com quem você quer se comunicar, usando palavras que façam sentido para essa pessoa.

Reconheça o ponto de vista alheio

É importante ressaltar que quando falamos “reconhecer” não estamos querendo dizer “concordar”, certo?

Reconhecer a perspectiva de uma pessoa sobre determinada situação ou assunto significa aceitar que ela tem uma opinião diferente e, mais do que isso, que tem bons argumentos e razões para cultivar essa ideia.

Mas está liberado concordar com o outro quando achar válido também!

Use a técnica da Comunicação Não-violenta

Desenvolvida pelo psicólogo norte-americano Dr. Marshall Rosenberg, a Comunicação Não-violenta (ou Empática) se baseia no entendimento de algumas necessidades dos seres humanos, que são analisadas por meio de suas expressões, representadas por quatro componentes: observação, sentimento, necessidade e pedido.

Basicamente, trata-se de observar determinada situação — sem pré-julgamentos, como já falamos —, comunicar como se sente em relação àquilo, identificar quais são as necessidades relacionadas aos sentimentos e, por fim, realizar o pedido.

Achou confuso? Vamos a um exemplo de um gestor que percebe o colaborador desmotivado:

— Ei, [Fulano], venho percebendo que você está um pouco desmotivado nos últimos dias. Fico preocupado com você e em como isso pode afetar seu desempenho. Você quer conversar sobre o assunto?

Veja como a questão foi colocada sem julgamentos (“fulano é preguiçoso” ou “fulano é ruim de serviço”) e gera uma conexão sem criar desconforto ou culpa nos interlocutores.

Não confunda empatia com simpatia

Não se esqueça de que simpatia e empatia são conceitos semelhantes apenas sonoramente.

Ser simpático é querer realçar o lado bom, dizer o que as pessoas querem ouvir sem necessariamente compreendê-las. A expressão característica do simpático é “pelo menos”, como no exemplo em que alguém perdeu o emprego e ele diz “pelo menos você tem o seguro-desemprego”.

Ao ser empático, você se compromete a ouvir, refletir, tentar compreender os sentimentos e sensações do outro, sem necessariamente ter que concordar com ele.

Como você viu, a empatia no ambiente de trabalho é fundamental e pode trazer diversos benefícios para os colaboradores, clientes e a organização. Trata-se de uma prática constante, que deve ser exercida por todos, independentemente do nível hierárquico na empresa.

Observando, ouvindo e entendendo as pessoas ao seu redor, como resultado você construirá relações de trabalho mais sólidas, respeitosas, duradouras e produtivas na sua equipe.

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