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Rand Fishkin e Rock Content: veja os highlights da entrevista que tivemos com o fundador da MOZ

Rock Content entrevista Rand Fishkin, fundador da MOZ e CEO da SparkToro

Com o nosso objetivo de ajudar da melhor da maneira clientes e profissionais de marketing durante a pandemia de covid-19, convidamos Rand Fishkin para uma conversa.

Em 2004 ele fundou a MOZ, uma empresa de inbound marketing que, dentre as soluções, possui um software que faz profundas análises e hoje tem foco em estratégias de SEO. Atualmente, Rand lidera a SparkToro como CEO. A companhia é um novo passo na carreira de mais de 15 anos de Fishkin no mundo do marketing e trabalha com dados sobre inteligência de audiência online.

Convidamos Rand Fishkin para uma entrevista feita por por Diego Gomes, nosso CEO, e Rodrigo Nascimento, Líder em Geração de Demanda da Rock Content, para falar sobre dados e também acerca das mudanças que podemos esperar no mercado.

Rand nos contou qual ele entende ser a melhor maneira de ajudar os consumidores durante a crise do novo coronavírus e como as empresas podem se adaptar. Além disso, deu dicas de como fazer com que seu conteúdo se destaque em meio a tantos competidores de mercado.

Separamos alguns dos melhores momentos da nossa conversa com Rand Fishkin neste artigo.

O básico para lidar com dados

Mais do que uma palavra de ordem, inovação tem se transformado em uma filosofia que todas as empresas precisam considerar para evoluírem seus negócios de forma positiva. Os dados aparecem como uma grande parte de toda essa necessidade de mudança.

É comum que grandes companhias tenham seus amontoados de dados próprios e não deixem que outras organizações os utilizem por vários motivos. Para lidar com isso, Rand Fishkin fala da necessidade de uma “inovação que transforme esse modelo para que as pessoas e os negócios menores tenham alguma chance em trabalhar com dados”.

Fazer esse movimento pode parecer distante em um primeiro momento, mas pequenas atitudes auxiliam enormemente nisso. Uma delas é sempre dar preferência a uma plataforma própria: “seu site precisa ser o primeiro lugar em que vão encontrar seu conteúdo”, sugere Rand. Isso não quer dizer que plataformas de terceiros, como YouTube, devem ser deixadas de lado.

Quando pensamos nos dados em si, coletá-los do Google Trends, SimilarWeb ou qualquer outro, não é um problema. Para Rand, o importante é fazer a curadoria usando ferramentas próprias da empresa.

Dados na SparkToro

A SparkToro é uma empresa que facilita outras companhias descobrirem quais os tipos de conteúdos que mais chegam em suas audiências. Desmentindo o que muitos acreditam, Fishkin contou que a organização não é uma empresa de machine learning.

Na SparkToro os dados não são vistos como commodity, mas sim como uma maneira de se ter melhores insights. Mais do que focar em quantidade, a empresa tem como objetivo ajudar seus clientes a entenderem quais problemas aqueles dados obtidos podem solucionar.

“Compreender quem realmente está procurando por soluções e como conseguimos os nossos melhores clientes deveria ser o foco, não tráfego bruto ou grandes fluxos de conversão”, disse Rand. Ele continuou: “O problema é que às vezes os dados podem te enganar. Você precisa ter dados o suficiente em escala para ter suposições”. Uma boa maneira das empresas olharem para o modo como têm guiado suas estratégias.

O mercado de marketing pós-coronavírus

Ainda que só saibamos a extensão da crise do novo coronavírus em 6 ou 12 meses, toda reflexão feita sobre o mercado de marketing é válida. Rand Fishkin, como um profissional que sempre soube ler muito bem o cenário em que estamos e pensar o futuro de forma realista, tem algumas ideias das mudanças que enfrentaremos.

Para ele, é possível que uma parte substancial dos profissionais continuarão trabalhando de casa — principalmente aqueles que atuam na área da tecnologia. Tanto em frentes B2B quanto B2C, vários produtos e serviços vão aumentar sua venda online. Isso se deve muito ao desenvolvimento da inovação digital encabeçado pelas pessoas que precisam recomeçar sua atuação profissional.

A dica que Rand dá para as médias e grandes empresas é “pensar como sua companhia pode ajudar essas pessoas”. Um dos exemplos é a plataforma Visually, que funciona como um marketplace para freelancers. O número de pessoas interessadas em atuar como freelancer tem crescido e é necessário pensar como acolher e auxiliar cada uma delas.

A tendência é que o mundo online se expanda de uma maneira que ainda não se tinha visto. É esperado um aumento de experiências digitais, como as lives e os webinars. Não só a educação com o modelo de ensino a distância deve se fortalecer, mas também o entretenimento pode se reinventar com performances online teatrais e de comédia.

Isso abre caminho para quem trabalha com vídeos e para profissionais de marketing que terão a missão de levar o público para esses tipos de eventos, desenvolver seu interesse e conseguir com que as pessoas se inscrevam e engajem.

Quem está fazendo um bom trabalho

Fishkin destacou o trabalho da ProfitWell nesse momento delicado em que estamos. A companhia está disponibilizando pacotes que incluem vários serviços grátis e pagos para ajudar as pessoas em diversas frentes necessárias. Além disso, há descontos para quem comprar os conjuntos, já que as soluções são adquiridas de maneira agregada.

Com essa ideia, vários canais são oferecidos como soluções para os consumidores, o que beneficia ambas as partes. Esse movimento mostra como a ProfitWell tem pensado nos problemas das pessoas e age para ajudar. Para Rand, é uma demonstração que, durante uma crise, também precisamos construir relacionamentos.

“Essas ações nos transformam em seres humanos empáticos e isso fica na memória. É marketing? Talvez seja, acredito que sim. Mas isso deixa o marketing mais humano”. Segundo o fundador da MOZ, as empresas não devem focar no fundo do funil de vendas, mas sim no meio. Isso porque “nem todas as pessoas estão comprando, mas você pode construir sua audiência”.

Para Rand, é necessário se mostrar como uma pessoa que está junto do consumidor, como um amigo — mas fazer isso de forma sincera. Investindo em um canal próprio de conteúdo é possível se relacionar com o público agora, que é o que todos estamos precisando em uma época sensível como essa.

O que Rand pensa sobre outras estratégias de marketing

Ao final da nossa entrevista, Fishkin foi convidado para responder o que ele pensa sobre algumas estratégias de marketing que não foram discutidas durante a conversa. Abaixo, separamos uma prévia do que ele disse sobre cada uma delas.

  • SEO: as oportunidades estão crescendo.
  • Marketing de influenciadores: pensando nos influenciadores, se encontrarem jeitos inovadores de construir audiência ainda pode dar um bom retorno.
  • Conteúdo interativo: vai ser um ótimo canal para marketing de conteúdo.
  • Marketing em dispositivos móveis: o mobile não está muito forte agora, mas ele vai voltar rápido.
  • Vídeos: um dos desafios é que até vídeos amadores estão cada vez com mais qualidade.

Para assistir a entrevista completa, com mais insights de Rand Fishkin e também comentários do nosso CEO, veja a gravação da entrevista.

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