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Google se torna marketplace com compras também pelo Youtube

Google Marketplace

O Google se prepara para competir fortemente com a Amazon no comércio eletrônico. A gigante das buscas anunciou, durante o evento anual Marketing Live, em San Francisco, uma série de novas ferramentas destinadas a levar as pessoas a comprar e descobrir novos itens em seus serviços.

Na disputa com grandes marketplaces globais, o Google Shopping será reformulado. Será permitido que os usuários procurem itens e tenham a opção tanto de comprar no site de um varejista, quanto em uma loja física próxima ou até mesmo no próprio site do Google.

Ou seja, será possível realizar o checkout no próprio Google, sem precisar ser direcionado para a página do lojista. Nesse caso, o comprador verá um ícone de carrinho azul que permite adicionar o produto à sacola. Dessa forma, a jornada é encurtada e a experiência de compra se torna mais simples.

O pagamento será feito pelo Google Marketplace usando meios cadastrais na carteira virtual. Caso haja algum problema durante a compra ou o cliente fique insatisfeito com o produto adquirido, o Google informou que intervirá, inclusive para a obtenção de um reembolso.

Compras também pelo YouTube

Outra novidade anunciada pelo Google foi a possibilidade de que as pessoas comprem produtos exibidos em vídeos do YouTube. Por exemplo, durante um tutorial de maquiagem, será disponibilizada ao usuário a oportunidade de compra de um item específico, como um tipo de batom ou rímel.

A possibilidade de compra pelo YouTube desperta uma preocupação em relação às crianças que utilizam a plataforma de vídeo. Contudo, o vice-presidente de engenharia para compras e viagens do Google, Oliver Heckmann, assegurou que a companhia está analisando esses casos.

Além disso, um porta-voz do YouTube disse que a plataforma é especificamente voltada para pessoas com 13 anos ou mais e, portanto, não aceitaria anúncios direcionados a pessoas mais jovens.

O Google também anunciou novos anúncios de “galeria” que serão ofertados em suas pesquisas. O formato usará fotos em carrossel semelhantes aos anúncios do Instagram.

A companhia também introduziu anúncios “discovery” — campanhas de foto e vídeo que podem ser segmentadas para determinadas informações demográficas. Esses anúncios serão inseridos nos feeds do YouTube, na guia de promoções do Gmail e no feed de notícias do Discovery no Google App.

De acordo com a previsão do Google, os novos recursos de compra pelo Youtube serão lançados no fim de 2019. No entanto, não há uma previsão de quando eles serão disponibilizados no Brasil.

Trunfos do Google na competição com a Amazon

As novas ferramentas marcam um impulso maior para o Google no comércio eletrônico. A capacidade da gigante das buscas em oferecer uma venda direta é um grande passo, colocando a companhia em concorrência mais acirrada com a Amazon.

Há a expectativa de que um diferencial do Google seja a cobrança de taxas menores que a dos grandes players. A plataforma também receberá uma porcentagem das vendas, assim como nos marketplaces tradicionais. Porém, este valor será inferior.

Nesse sentido, o Google Shopping Actions virá com uma série de novos recursos para compra e venda de comércio eletrônico, além dos já conhecidos Google Express, Google Shopping e Local Ads.

A logística e manutenção dos produtos continuará sob responsabilidade dos varejistas, enquanto o Google Marketplace Shopping Actions será o responsável pela usabilidade e pelos meios de pagamento.

Outro diferencial do Google é a agilidade oferecida aos usuários. O marketplace será integrado ao Google Assistante e ao Google Home. Assim, o cliente ganhará a usabilidade em pesquisas por voz e texto, com a possibilidade de colocar automaticamente os produtos no carrinho.

A nova plataforma do Google também promete facilitar as transações no comércio eletrônico por meio de dispositivos móveis. Afinal, esta é a alternativa mais utilizada pelos usuários nas pesquisas feitas em sites de busca.

Quer saber mais informações sobre varejo? Entenda, portanto, como as estratégias de cartões de varejistas podem ser potencializadas.

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