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Líderes que não sabem lidar com trabalho remoto precisam rever suas habilidades de gestão

Líderes devem saber lidar com trabalho remoto

Em pouco anos, o trabalho remoto foi de uma possibilidade em áreas bem específicas para uma atividade popular, esperada pelos profissionais e talvez obrigatória, em breve. A velocidade com que essa prática vem se desenvolvendo é um grande desafio para gestores com dificuldades a se adaptar rapidamente ao mercado. É hora de uma transformação.

O centro da revolução produtiva que estamos vivendo é a tecnologia, principalmente as novas grandes infraestruturas, como serviço em cloud computing, softwares na nuvem e até recursos computacionais remotos.

A verdade é que não é mais necessário ter acesso a um computador da empresa ligado em sua rede interna para ter acessos ao banco de dados e utilizá-lo no seu dia a dia. Essa conexão física era a única coisa que ainda prendia o profissional ao escritório.

A nuvem, hoje, torna possível eliminar praticamente todo o trabalho presencial. Esse movimento começou com funções de baixa complexidade (planilhas, textos), mas esses recursos remotos se tornam cada vez mais complexos e poderosos.

Mesmo pensando no trabalho mais pesado em uma agência, que exige programas de edição e computadores potentes, por exemplo, isso está passando a ser viável. Softwares como serviço já começam a entregar ferramentas poderosas de imagem e vídeo com virtualização na nuvem, podendo ser acessados, inclusive, de um celular.

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Os reflexos disso já podem ser sentidos no mercado:

  • o Google recentemente publicou um estudo entre seus 5600 funcionários, apontando que 39% das reuniões ocorrem entre colaboradores localizados em cidades distintas;
  • um estudo de Harvard aponta que o desempenho de profissionais trabalhando remotamente aumenta em média 4,4%;
  • no Brasil, o trabalho remoto já é o desejo de 49% das pessoas empregadas, sendo que, para quem é autônomo ou desempregado, a taxa é ainda maior.

O que essa modalidade de produção mostra para o futuro é que é possível criar um workflow no qual as empresas precisam investir menos em estrutura física e ganham, em troca, funcionários mais produtivos.

É um cenário ideal, que depende muito de gestores preparados para atingir seu máximo potencial.

Líderes precisam rever suas habilidades em gestão

O papel do líder de uma empresa é guiar seu time para o futuro. Da forma como esse caminho vem se mostrando, a busca por estruturação e organização do trabalho remoto será obrigatória em algum momento próximo. Por que não se preparar desde já? Para isso, responsáveis pela gestão precisam de algumas características fundamentais para o sucesso.

Home office não significa procrastinação

A primeira coisa a ser feita é quebrar alguns preconceitos que o corporativismo tradicional implantou em todo o mercado.

Trabalhar em casa não significa procrastinar. Como notou a pesquisa da Harvard, e é realidade na rotina de negócios que adotam o trabalho remoto, isso pode até contribuir com a produtividade.

A razão para isso está no bem-estar do colaborador e na exclusão de alguns fatores rotineiros de estresse, como trânsito, horários rígidos e ambientes muito fechados.

Resultados em foco

O segredo do sucesso do trabalho remoto é preocupar-se menos com métodos e horários, e mais com resultados. Esta é uma das principais mudanças na cultura de gestão, pois ela envolve uma nova forma de estruturar projetos que foque nas tarefas, não nos indivíduos.

Se elas estão sendo feitas no nível de qualidade exigida e dentro do prazo estipulado, isso é o que importa para a empresa.

Diferença de perfis dos seus colaboradores

Duas características fundamentais para um bom líder são inteligência emocional e empatia. Isso significa conhecer sua equipe e fazer o máximo para extrair o potencial de cada membro.

Existem profissionais que preferem trabalhar em casa. Outros em locais de coworking e até aqueles que se sentem mais produtivos dentro do escritório. Sua função é identificar essas diferenças e organizar time e projeto de acordo.

Tecnologia de gestão

É impossível gerir com sucesso uma empresa tendo funcionários remotos sem um bom sistema de gestão integrado.

Além disso, claro, é necessária uma infraestrutura capaz de entregar os recursos necessários para a produtividade de forma ágil, estável e segura, independentemente de onde o profissional esteja.

Ou seja, o futuro começa em um investimento certo nos serviços e nas ferramentas que vão facilitar sua gestão. Vale a pena, inclusive, incluir toda a equipe nesse planejamento.

Terceirização de talentos

Criando uma estrutura de trabalho remoto, abre-se a possibilidades na agência para a aquisição de talentos em volume maior. Isso porque o seu sistema pode permitir a contratação de freelancers e empresas parceiras sem comprometer a organização interna.

Nesse caso, o responsável se torna mais um gestor de contratos, de objetivos e de estratégias. A direção produtiva pode ser delegada aos colaboradores fixos, aumentando exponencialmente a produtividade e preparando seus próprios comandados para cargos mais importantes dentro da empresa.

Trabalho remoto em diferentes fusos horários apresenta outros desafios

O que fazer quando o trabalho remoto busca talentos longe da empresa? Isso é comum, ainda mais em um país continental como o Brasil, com vários fusos. É ainda mais evidente na busca por talentos de outras nacionalidades.

A preparação nos moldes apontados acima já é a base perfeita para fazer essa adaptação. O líder precisa apenas de algumas ações particulares nesse tipo de cenário:

  • focar ainda mais nos resultados, criando um gerenciador de tarefas que aponte a localização e a direção para cada membro da equipe;
  • criar horários alinhados, alguns períodos durante o dia que se encaixem em todos os fusos para que estejam online ao mesmo tempo;
  • fazer reuniões mais constantes de alinhamento nesses horários, que não só sirvam para discussão, mas que apontem os próximos passos independentes de cada um;
  • incluir uma ferramenta de gerenciamento assíncrono de time, com hierarquia e organização de conversas em temas e projetos.

O mais interessante de encarar os desafios do fuso horário é que eles apontam uma necessidade universal para o futuro. Não importa de onde e como é feito o trabalho remoto, ele será sempre pautado pelo uso de tecnologia para gestão e a desconexão cada vez maior de requisitos de horários. O que interessa é o resultado. Quando o gestor tem esse foco, toda a equipe se sente à vontade para produzir mais.

Pensar o trabalho remoto e suas implicações, é ter uma visão aprofundada das transformações do mercado. Por isso é importante deixar de agir em curto prazo e pensar no futuro.

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